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A Batalha Silenciosa de Larissa Vieira Investigação e Chamado à Ação
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Larissa Vieira Nunes de Oliveira -
Entre a Fantasia e a Realidade Crua
1.1 O Perfil da Escritora: Entre a Fantasia e a Realidade Crua

No coração de Rodeio, uma cidade marcada pela tradição e pela tranquilidade, desenrola-se um drama que desafia a imaginação dos roteiristas mais criativos. , de 26 anos, é uma figura que personifica a resiliência silenciosa das mulheres do Vale. Antes de se tornar uma paciente de alta complexidade, Larissa era — e essencialmente ainda é — uma criadora de mundos. Trabalhando como costureira, uma profissão que exige paciência e precisão, ela tecia não apenas tecidos, mas narrativas.
A nossa apuração revela uma trajetória literária construída na intimidade. Larissa é a autora da trilogia Wolf Black, uma obra de fantasia e romance que ela escreveu em segredo absoluto. Durante mais de um ano, enquanto as máquinas de costura da fábrica têxtil onde trabalhava impunham o ritmo do dia, a sua mente viajava por universos fictícios. O fato de ter escondido a escrita até mesmo da família e do marido até a conclusão da obra revela uma personalidade introspectiva, talvez temendo o julgamento ou simplesmente protegendo o seu refúgio mental. Com quatro livros publicados, incluindo um lançamento editorial formal em 2023, Larissa provou que a cultura e a arte brotam mesmo em terrenos áridos de oportunidades.
Hoje, no entanto, a fantasia de Wolf Black deu lugar a uma realidade de dor física excruciante. A jovem que sonhava com lançamentos literários agora sonha com o alívio da dor e a capacidade de caminhar. A transição de "autora promissora" para "paciente em crise" foi brutal e exige da nossa comunidade uma resposta à altura.
1.2 Anatomia de um Diagnóstico Complexo: O Labirinto Médico
Para compreender a gravidade do apelo de Larissa, é necessário mergulhar na complexidade do seu quadro clínico. O termo "doença rara" é frequentemente utilizado de forma genérica, mas no caso de Larissa, trata-se de uma tempestade biológica perfeita, diagnosticada após quase cinco anos de exames inconclusivos — uma "odisseia diagnóstica" comum a pacientes raros no Brasil, que muitas vezes enfrentam o desconhecimento da rede básica de saúde.
A investigação médica identificou uma mutação genética de base que desencadeou uma cascata de condições hematológicas devastadoras:
- Talassemia: Uma desordem hereditária que afeta a produção de hemoglobina. No contexto de Larissa, isso significa uma vida de anemia crônica, onde o transporte de oxigênio para os órgãos vitais é perpetuamente ineficiente, gerando fadiga extrema.
- Mielodisplasia (SMD): Frequentemente descrita como um estado "pré-leucêmico", a síndrome mielodisplásica caracteriza-se pela falência da medula óssea em produzir células sanguíneas maduras e funcionais. É como se a fábrica de sangue do corpo estivesse produzindo peças defeituosas.
- Mielofibrose: Talvez a mais agressiva das condições listadas, a mielofibrose é um câncer raro da medula óssea. O corpo, na tentativa de reparar a medula doente, acaba substituindo o tecido hematopoiético (produtor de sangue) por tecido fibroso (cicatriz). O resultado é uma medula "seca", incapaz de sustentar a vida, obrigando o fígado e o baço a assumirem a produção sanguínea, o que leva ao inchaço doloroso desses órgãos (esplenomegalia e hepatomegalia).
Além deste trio hematológico, Larissa sofre de Taquicardia Postural Ortostática (POTS), uma disautonomia que faz o coração disparar violentamente ao simples ato de ficar em pé, e enxaqueca com aura visual, adicionando camadas de sofrimento neurológico ao quadro físico.
1.3 O Transplante e a Crise Atual: As crises
Em dezembro de 2025, a medicina ofereceu a Larissa uma chance de cura: o transplante de medula óssea. O doador foi o seu irmão, com 50% de compatibilidade (transplante haploidentico). Tecnicamente, o procedimento foi um sucesso — a nova medula pegou e as doenças de base (talassemia, mielofibrose) foram, em teoria, erradicadas. Contudo, a biologia de transplantes é traiçoeira.
Larissa desenvolveu uma complicação com liquido no pulmão, manchas pelo corpo devido a uma substância que seu corpo liberou e mucosite e candidíase na garganta, na qual precisou de alimentação intravenosa e se deram devido a intercorrências comuns no tratamento. Principalmente por causa da quantidade de medicação e quimioterapia
Ataque aos Órgãos: O relato médico detalha 37 dias de isolamento absoluto. O sistema imune atacou a pele, causando manchas e descamação; atacou os pulmões, gerando acúmulo de líquido e levando-a à UTI; e atacou o trato digestivo (mucosite severa), impedindo-a de comer ou beber água por duas semanas. A dor da mucosite é comparada a ter o interior da boca e garganta em carne viva, exigindo doses cavalares de morfina.
Após a saída do isolamento, ela desenvolveu necrose asséptica. Ela começou a apresentar melhora sozinha. Porém o ortopedista informou que um cisto de Baker em ambos os joelhos também romperam (normalmente isso é responsável por lubrificar as juntas, ou algo assim) mas no caso ao romper o de ambos os joelhos esse liquido se espalhou pra onde não devia e causou inflamação, causando a dor intensa. Infelizmente a única opção agora é esperar e fazer o controle da dor, até que melhore.
Esta crise que motiva este relatório é a Necrose Avascular Óssea. Para controlar o GVHD e impedir que o novo sistema imune matasse Larissa, os médicos precisaram usar altas doses de corticoides (imunossupressores). O uso prolongado desses medicamentos tem um efeito colateral cruel: eles cortam o suprimento de sangue para o tecido ósseo.
1.4 O Abandono Institucional: A Falência do INSS
Enquanto a biologia agride Larissa, a burocracia estatal desfere o golpe de misericórdia. Nossa apuração confirma que Larissa está sem receber qualquer benefício do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) há cerca de um ano. Este fato merece uma análise crítica. Como uma paciente transplantada, imunossuprimida, com histórico de câncer (mielofibrose) e agora incapaz de andar, pode ter o auxílio-doença negado?
- A Mecânica do Indeferimento: O sistema pericial do INSS muitas vezes falha em avaliar a incapacidade em doenças flutuantes ou raras. Peritos generalistas podem ter avaliado Larissa em um momento de estabilidade pré-transplante ou falhado em compreender a gravidade das comorbidades combinadas.
- Judicialização: A família recorreu à justiça, mas o processo arrasta-se. Em Santa Catarina, a fila de processos previdenciários é longa. Enquanto juízes e peritos judiciais analisam papéis, a família de Larissa enfrenta a falência financeira.
- Impacto Financeiro: Sem a renda do trabalho e sem o auxílio do governo, a família precisa custear medicamentos que não estão na lista padrão do SUS (R$ 300,00 semanais apenas em farmácia), além dos custos de manutenção na Casa de Apoio do Cepon em Florianópolis, longe de casa. A sobrevivência de Larissa hoje depende exclusivamente da caridade privada, o que é uma vergonha para o estado de bem-estar social brasileiro.
1.5 Verificação de Fatos: A Campanha é Legítima?
Em tempos de golpes digitais, a responsabilidade do Jornal O Rodeense é atestar a veracidade antes de pedir doações. Cruzamos os dados fornecidos pelo portal Misturebas News com bases de dados de saúde e padrões de fraude.
- Origem: A notícia vem de fontes locais confiáveis, não de correntes anônimas de WhatsApp.
- Consistência: Os detalhes médicos (transplante haploidentico, necrose por corticoide) são tecnicamente precisos e coerentes, diferindo dos termos vagos usados em golpes ("câncer raro", "cirurgia de emergência").
- Vínculo Local: Larissa é uma cidadã verificável de Rodeio, autora de livros registrados, com família conhecida na cidade.
- Conclusão: A campanha é VERÍDICA.
1.6 Serviço de Solidariedade
Para ajudar Larissa Vieira Nunes de Oliveira:
- Contato Direto para Doações: (47) 99171-9057 (Família).
- Necessidades: Custeio de medicamentos (analgésicos potentes, imunossupressores), alimentação especial, e manutenção da estadia em Florianópolis.
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