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Hospital Beatriz Ramos afasta médico e aciona CRM para apurar morte de jovem grávida em Indaial
O Hospital Beatriz Ramos (HBR), de Indaial, emitiu uma nota oficial sobre a apuração técnica da morte da paciente Maria Luiza Bogo Lopes, de 18 anos. A unidade confirmou o afastamento de um profissional e o envio do caso ao Conselho Regional de Medicina.
Segundo o comunicado, o hospital determinou o afastamento acautelatório de um dos médicos envolvidos no atendimento da jovem. A medida é de caráter preventivo e, segundo o HBR, foi adotada em razão da gravidade e sensibilidade dos fatos, sem que isso represente um julgamento antecipado de culpa.
A administração do hospital também revelou que a investigação interna enfrenta obstáculos. O HBR afirma que solicitou formalmente, no dia 7 de abril, o prontuário médico do atendimento de Maria Luiza no Hospital Santo Antônio, em Blumenau, mas que o documento ainda não foi disponibilizado. Segundo a nota, essa ausência impõe uma “limitação relevante” para a conclusão da análise técnica dos fatos.
O caso foi oficialmente encaminhado ao Conselho Regional de Medicina de Santa Catarina (CRM-SC), órgão responsável por apurar a conduta ético-profissional dos médicos.
Relembre o caso
Maria Luiza Bogo Lopes, de 18 anos, estava grávida de quatro meses e faleceu no final de março após uma sequência de buscas por socorro.
De acordo com o histórico relatado pela família, a jovem procurou o Hospital Beatriz Ramos por pelo menos três vezes apresentando fortes dores, sendo medicada e liberada em todas as ocasiões. Na quarta tentativa de buscar ajuda, Maria Luiza foi a um posto de saúde, onde a gravidade do seu estado foi identificada, resultando em sua transferência para o Hospital Santo Antônio, em Blumenau, onde infelizmente veio a óbito.
A família e a comunidade de Indaial cobram respostas sobre o diagnóstico e o atendimento recebido nas idas e vindas à unidade hospitalar.
Foto: divulgação HBR

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